Palavra · Poesia · Som

Escrita

A trajetória começou na pichação e no muralismo — a palavra nunca saiu da obra. Ela é codificada em relevo, ritmo e cor, e retorna falada na performance.

Poema · 2021

Diz o ditado que mineiro come quieto,
quando a polícia é mineira
quem come é a lei do ferro.

O ser humano é um animal, eu insisto.
Se desvencilhou da natureza
e se alimenta do lixo.
E quem já viu caranguejo comer gente?

Um passo pra trás e dois pra frente,
e vamos botando o pé junto
na transmutação.

— Fragmento de Sacro-Ofício. O poema deu origem à série homônima e é executado ao vivo nas ativações performáticas.

Lucas Ururahy segurando O Pergaminho
O Pergaminho — poesia visual em rolo de 10 metros

EP visual

A série Mergulha na Própria História desdobra-se em um EP visual composto por cinco faixas musicais — pintura, documentário e som configurando uma experiência imersiva e multissensorial. As obras funcionam como um documentário estético e rítmico, carregado de memórias que traduzem a realidade complexa de Sepetiba.

Nas jam sessions do Tocando o Barco, a poesia falada entrelaça-se a ritmos afro-brasileiros, matrizes indígenas, jazz, funk carioca e rap.

"A pintura converte-se em escrita pictórica e abstrata; um ato de encantamento e ritual onde a palavra é codificada em relevo, ritmo e cor."
Sambaqui do Ipiranga